Educação Inclusiva: por que é tão importante conhecer

PUBLICADO NO LINKEDIN EM 04/05/2021

Carolina Videira (Ela/She/Ella) Especialista em gestão das diferenças, do ensino ao ambiente corporativo.

Em um mundo justo, não precisaríamos falar sobre inclusão. Infelizmente, não é isso o que acontece. Falta um longo caminho para inserirmos todas as pessoas na sociedade de forma plena e digna, independentemente de suas condições e realidades. Entretanto, é possível não apenas realizar a mudança, quanto acelerar esse processo. 

A Educação Inclusiva tem a missão de oferecer uma perspectiva de aprendizagem e desenvolvimento humano, que visa proporcionar as mesmas condições de oportunidade para todos.

Representatividade, lugar de fala, equidade racial, igualdade de gênero, gestão da diversidade, entre outros: Já parou para pensar sobre os motivos pelos quais esses temas têm sido frequentemente debatidos, nos últimos tempos? Ou já se perguntou simplesmente o que cada uma dessas expressões significa? 

Essas são algumas das principais questões investigadas pela Educação Inclusiva. Isso quer dizer que, assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a linha de pensamento da Educação Inclusiva está organizada para incluir (na prática) pessoas de todas as idades, aparências, religiões, posicionamentos políticos, formações educacionais, raças, sexualidades, gêneros, nacionalidades e histórias para uma vida melhor e mais democrática. 

É essencial estudarmos e conversarmos cada vez mais sobre a importância do convívio com essas diversidades, por meio das práticas inclusivas e dos direitos humanos universais. Justamente pelo fato de que, no mundo em que vivemos, diversos acontecimentos e estudos têm demonstrado repetidamente que ainda existem múltiplas formas de exclusão, preconceito ou violência contra pessoas ou determinados grupos na sociedade.

Sim, essas formas de exclusão interferem radicalmente na vida de muitos, como é o caso das pessoas com deficiência, mulheres, povos indígenas, pessoas negras, pessoas LGBTQIA+, pessoas em situação de rua e tantas outras que estejam, de alguma forma, fora dos padrões dominantes mais aceitos, limitando suas oportunidades, começando pelo acesso à educação. 

As práticas inclusivas ainda não existem de maneira significativa e transversal nas formações escolares de todos os graus e universitárias (e, como consequência, na sociedade). Não à toa, especialistas em diversidade e gerentes de bem-estar estão entre as profissões emergentes mais buscadas pelas empresas atualmente para corrigir problemas estruturais. Esses profissionais são de grande importância para atrair talentos e garantir que a diversidade e a cultura inclusiva estejam presentes nas instituições, promovendo um ambiente mais equilibrado e harmonioso, já que ele não se dá naturalmente sem uma formação adequada desde a base. 

Diante deste cenário, que tal explorar mais profundamente sobre as várias formas de exclusão e práticas inclusivas que existem no mundo em que estamos vivendo?

Nós, da Turma do Jiló, uma ONG especializada em Educação Inclusiva, preparamos uma série de artigos para que você possa não apenas entender melhor sobre tais realidades (e se reconhecer nesses processos), mas também conhecer e elaborar estratégias práticas de transformação social, a fim de conseguir contribuir para a formação de um mundo mais inclusivo, respeitoso e digno para todos e todas, incluindo você.

Ao longo desta série, vamos nos aprofundar um pouco sobre diversos temas, tais como: representatividade, igualdade de gênero, equidade racial, diversidades culturais, lugar de fala e tantos outros. Tudo isso para que possamos encontrar formas de solução a curto, médio e longo prazo. A cada artigo você poderá refletir sobre suas ações, e desenvolver uma postura inclusiva no seu dia a dia.  Vem com a gente?

Por Carolina Videira [1]

Maicon da Cunha Ferreira [2]

 [1] Educadora, Mestre em Neurologia, Especialista em Inclusão e Gestão das Diferenças, Co-Fundadora da Turma do Jiló e da Escola de Impacto e mãe do João e da Maria.

[2] Educador da Escola de Impacto e da Turma do Jiló, Escritor, Formando em Letras: Português pelo Instituto Singularidades e apaixonado por arte e literatura na educação.  

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